Treinamento Colossal...

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Treinamento Colossal...

Mensagem por Ciel Del Solo em Sab Jun 14, 2014 8:38 pm

Treinamento Colossal...
#01 - Treino!

Gilgamesh
Gil ficará mais forte?!  





Como um enorme balão cintilante a lua permanecia no centro da noite. Somente a sua luz tornava a escuridão do mar mais clara, as estrelas essas estavam camufladas pelas negras nuvens que lentamente caminham pelos céus. Silencioso, a nau vai rasgando o mar como uma faca corta a manteiga.

- Pero.. pero no podemos ir más lejos, Señor! - confidenciou numa voz tremula e receosa o Capitão da nau ao seu hóspede. - Nada puede mi barco contra el arrecife de coral... - Exclamou por fim. O silêncio ensurdecedor estourou na cabine do capitão. O pobre do capitão tinha o suor a escorrer-lhe pelas bochechas gordas e redondas, os seus olhos sequer conseguiam manterem-se erguidos a enfrentar os daquele homem. Com o chapéu à frente do rosto, em vez de na careca, escondia o ranger dos dentes enquanto pensava. - " Maldición! Yo sé que él nos salvó de los piratas, pero nunca pensé que tendría una actitud tan arrogante .. Él es más peligroso que los piratas, MADRE MIA!".

~ BOUM! O som oco das suas sandálias a pousarem na secretária cara do capitão fez-se ecoar por toda a sala fazendo o gatinho medroso a sua frente recuar um passo e erguer os braços para cima do busto para se defender tamanho fora o susto. - .... Bem, não há nada a fazer. Parece que a partir daqui terei que avançar sozinho. - Afirmou a voz juvenil do loiro. - ¿QUÉ? Pero, señor, estamos a 20 kilómetros de la costa! Sin decir que el mar está agitado... - Falou desassossegado a bola de gordura.
- Não te preocupes Victoriano, eu sou um óptimo nadador! - Tranquilizou-o o loiro que deixou a sala de imediato.  

 Assim que o homem abriu a porta o vagão principal, que até o momento estivera sob uma sombra de silêncio, acordou de súbito. Os marujos que escutavam a conversa com algum receio por de trás das portas rapidamente voltaram para os seus postos, assobiando e fingindo estarem a trabalhar.  O loiro soltou uma minúscula risada sádica daquela situação, recuperando a compostura rapidamente. De longos cabelos loiros que atingia-lhe os ombros de lisos e compridos, tronco nu com os músculos à vista tendo apenas uma túnica a cobrir-lhe às vergonhas e um par de sandálias de cabedal. Estava exactamente como fugira da jaula dos corsários que sonharam em entregá-lo à justiça.

 Firme de si, caminhou em direcção à proa da nau. Via ao longe à ilha que seria o seu destino, sequer sabia o seu nome, apenas estava farto das ondulações que aquela embarcação podre fazia e do seu vinho fraco e pobre. Caminhou em equilíbrio sobre o bauprés e, deixando os comerciantes com um ar de pasmo, mergulhou no oceano. Todos correram para a proa e amontoaram-se para o ver nadar pelo mar até a costa. - Señor, perdóname por tener pensado tonterías de sí! Te echamos de menos! - Gritou o capitão com lágrimas e ranho na face.

O splash que fizera ao mergulhar não fora o suficiente para despertar os seres marítimos.  Ao vir à superfície, suas braçadas faziam-se fortes e longas, mas leves e silenciosas. Movia-se a grande velocidade na água, mas sem fazer nenhum barulho, deixando apenas um rasto de oscilação no mar que por sinal, nem estava tão agitado como dissera o capitão.  Vagarosamente a ilha ia ganhando mais forma, mais cor e mais tamanho. Vagarosamente a distancia entre ela e a terra ia encurtando, assim como o dia ia nascendo. Não é qualquer um que faria 20 quilómetros a nadar, mas Gilgamesh não era qualquer um. Uma braçada de cada vez. A força nos seus braços eram tão grandes que pareciam puxar o mar e encurtar dois metros em cada braçada.  Os raios vermelhos do sol tingiam-lhe o cabelo molhado. Finalmente tinha chegado à terra.



 Erguera-se do mar ao chegar num areal de poucos metros que dava de frente com uma floresta. - " Pela altura do sol devem ser às oito, oito e meia..."- Pensou para si. Os seus pés afogavam-se na areia quando um par de coelhos saltitou à sua frente. - " Hora de comer?"- Sorriu o jovem ao encarar aqueles dois herbívoros. Num veloz impulso aproximou-se dos dois animais e, em questão de milésimos, chutou a ambos contra o tronco duma árvore, os matando de impulso.

 O dia ia se erguendo cada vez mais. Da clareira um fumo fino ia subindo ao céu. O sol batia-lhe nas costas nuas enquanto acabava de comer o seu espeto de coelho e se preparava para um ligeiro treino antes de avançar mais para dentro daquela ilha e descobrir se era ou não habitada e caso fosse, conquistá-la.  Olhou em volta, com o olhar a demorar-se com enlevo nas paisagens desconhecidas. A encosta abaixo dele formava um dos lados de uma montanha em forma de tigela inundada de esplendor outonal. As árvores do vale davam a impressão de estar a pegar fogo com as cores da estação, com os vermelhos brilhantes e dourados findindo-se no púrpura das montanhas, mais adiante. O céu azul-violeta que se entrevia no meio das árvores reflectia-se nas águas serenas e espumosas do vasto blue.

Ambas as palmas deitadas no solo rochoso, afastadas em sintonia com os ombros, erguia-se em flexão e abaixava-se. O movimento era rápido e impulsivo. Repetia uma flexão atrás da outra sem se queixar. Apenas encarava o solo que se distanciava na altura de um palmo, e depois voltava a aproximar-se tanto que faltava um nariz para tocá-lo. Podia senti-lo, toda a zona peitoral, os bicéps e o tronco a trabalhar em sintonia. Doía-lhe bastante, mas a dor era algo que aprendera a suportar para ficar mais forte.  Meia hora passaram a voar e ainda estava naquilo, sequer parara para descansar um segundo. Em baixo de si, no solo, formara-se um pequeno charco de puro suor. Tinha os músculos do corpo todo duros e salientes, não só a zona peitoral, os bicéps ou a zona abdominal, mas todos os músculos do corpo devido a pressão exercita. O suor escorria-lhe da testa para o chão com mais e mais velocidade, os pingos que escorriam-lhe do nariz caiam com mais frequência no charco mesmo à frente dos seus olhos. À novecentas e oitenta flexão deixou-se rolar para o lado e cair. Começava agora com um movimento abdominal. Apenas com as nádegas e um terço das costas encostadas no chão. Os braços por de trás da cabeça. O movimento consistia em dobrar e esticar as pernas ao mesmo tempo que dobrava e esticava a zona abdominal. Mais uma vez esteve naquilo por meia hora, totalizando os novecentos abdominais.

Os pássaros já cantavam quando terminou por fim a sessão de flexões e abdominais. Erguendo-se do chão, aproximou-se de uma árvore de tronco robusto. Posicionou o pé esquerdo ligeiramente à frente do seu corpo, o direito atrás com o calcanhar levantado, servindo-se de apoio. Com os punhos erguidos à altura das bochechas, fechados, e cotovelos junto ao corpo. Num movimento em que os ombros moviam-se dando impulso aos braços e, consecutivamente, aos punhos, bombardeou o tronco  com mil socos. Cada soco atingia-a como se fosse o último, por isso, o mais forte. A cada soco que dava a sua pele ia se rasgando mais e mais na zona dos nós. Ao fim de vinte minutos, tinha as mãos em sangue, já com a carne à vista, porém, a árvore estava num estado pior.... No meio do tronco abrira-se um enorme buraco que deixava o outro lado completamente visível.  Depois de limpar os punhos num pequeno trecho de água doce que por ali passava e de enrolar os punhos num pano que rasgara da túnica que trazia vestida, era tempo de regressar ao treinamento.

 Tranquilo, Gilgamesh caminhava por entre as árvores em busca de algo pesado para levantar quando se depara com um enorme urso de dois metros. O adversário ideal para um treino de combate. - Muito bem, minha besta, vamos lutar! - Disse enfurecido assim que a criatura rosnara para ele.  O urso aproximara-se numa grande velocidade. Não tardou para estar perto do homem, já com a pata esquerda no ar em pleno movimento de descida para o atingir. Num movimento único, o loiro aproveitou-se da sua velocidade e força superior para, com a mão aberta, dedos firmes e unificados, penetrar-lhe na jugular. Rapidamente o vermelho jorrou cá para fora revestindo a sua pele branca de escarlate. O animal caiu morto enquanto o garoto virava-lhe as costas. Caminhando para longe do cadáver, no caminho para a praia para se lavar, viu uma cria de urso que rapidamente virou espetado.

 Com a barriga cheia, o corpo lavado, o loiro estava pronto para descansar, tirar um cochilo em cima de uma árvore antes de procurar por uma aldeia. O sol punha-se mais uma vez. A luz deixava pouco e pouco de iluminar-lhe o rosto com o vermelho-laranja. Os pequenos mamíferos do bosque começavam a ir para casa dormir enquanto que outras criaturas se preparam para sair. Os grilos, como sempre, cantam a sua cantiga típica e, ao longe, o som abafado das ondas do mar à chegar à costa ouve-se deliciosamente.

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Off Game:

 

Código:
 Nunca fiz um treinamento, mas acho que é isso ai.... O meu treinamento começa desde o momento em que o meu personagem nada 20 quilómetros xD O objectivo do treinamento é treinar a resistência/stamina/força física...

 Ah... A minha ficha é essa ai... criei uma ficha nova, ainda não foi aprovada, mas não aguentei esperar...  [url=http://onepiecemilenium.forumeiros.com/t1444-ficha-de-personagem-gilgamesh]Link[/url]
 
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Thanks Ross @ CG

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